Biologia no Verão - Biomonitorização no Rio Ocreza

04-09-2010
No dia 4 de Setembro de 2010 o Centro Ciência Viva da Floresta em parceria com a UTAD, Universidade de Trás os Montes e Alto Douro, levou a cabo uma acção de biomonitorização no rio Ocreza, avaliando a qualidade ecológica do rio, através de bioindicadores como os macroinvertebrados aquáticos e também com o auxílio dos peixes.
Estiveram envolvidos na actividade três monitores, dois técnicos especialistas e onze participantes, que ficaram bastante agradados com a experiência e prometeram voltar para novas iniciativas.
A pesca eléctrica como o seu próprio nome indica recorre de um gerador de electricidade de 220V a 2A, 2 terminais eléctricos, o Cátodo, pólo negativo que era introduzido no rio por meio de uma extensão de 3 metros de cobre exposto e pelo Ânodo, pólo positivo, que se encontrava ligado por meio de um interruptor a um camaroeiro de aro metálico. Equipados a rigor com fatos de borracha e respectivas luvas, quando era accionada a corrente, nenhum dos intervenientes podia tocar na água com as mãos para evitar os respectivos choques, os peixes ficavam ligeiramente atordoados, vinham à superfície e eram capturados. Depois de analisados foram novamente libertados, pois é prática habitual a libertação após a captura para a preservação das espécies.
Numa primeira fase foram capturados diversos peixes recorrendo à pesca eléctrica, peixes que foram identificados e observados relativamente às características morfológicas que os diferenciam quanto ao comportamento alimentar, tendo sido feita uma observação mais detalhada de possíveis macrolesões, associadas a uma possível contaminação química, muito frequente em alguns dos nossos rios.
Numa segunda abordagem da biomonitorização foi realizada a captura de macroinvertebrados aquáticos bentónicos, que vivem associados ao sedimento tais como larvas de insectos, crustáceos e até moluscos, nessa captura foi utilizada uma rede de mão, de resguardo metálico e composta por uma microfibra bastante resistente. A diversidade e o número desses macroinvertebrados permitem calcular determinados índices, os quais reflectem a qualidade ecológica de um determinado troço do rio Ocreza, nomeadamente o que diz respeito a perturbações associadas à contaminação com matéria orgânica.
No Laboratório do Centro Ciência Viva foram exemplificados os procedimentos habitualmente utilizados na UTAD em estudos científicos, nomeadamente a recolha de tecidos, sangue e órgãos, para estudo histológico, no que diz respeito ao impacto de possíveis contaminantes no rio.
O professor João Carrola e o técnico António Pinto foram bastante aplaudidos no final da acção, ficando todos os intervenientes com bastante vontade de repetir a experiência. Nas zonas observadas não se verificaram quaisquer níveis de poluição.
JS








































