Workshop - As Plantas Aromáticas e Medicinais na Alimentação

15-10-2010
Dia 15 de Outubro o Centro Ciência Viva da Floresta em parceria com a Unidade de Ensino Estruturado e a sua secção de Bioaromas realizaram um Workshop sob o tema «As Plantas Aromáticas e Medicinais na Alimentação». O workshop serviu para assinalar o dia da alimentação, que oficialmente se comemora a 16, mas motivos práticos obrigaram que assim fosse.
Depois de devidamente publicitado e largamente divulgado reuniram-se 30 pessoas sedentas de saber e de sabor também. O pretexto era as ervas aromáticas, mas depressa o mestre cozinheiro Rui Lopes desvendou os segredos de algumas delas que ligamos muito pouco mas que nos trazem tantas sensações de prazer e sobretudo paladar.
O Centro Ciência Viva da Floresta improvisou uma cozinha, com os mais modernos requisitos, forno, placa de aquecimento, placa de indução, pedra aquecida, aquecedores de travessas, entre outros, que o mais conceituado programa televisivo, não faria nenhuma inveja.
Mestre Rui Lopes, nosso conterrâneo da Maljoga, fez uma pequena resenha histórica sobre a origem e a chegada das ervas até nós, e, enquanto preparava o repasto explicava a todas as pessoas, que nunca desgrudaram nem um segundo, todos os pormenores e alguns segredos da confecção das iguarias.
Para vos deixar de água na boca, enumeramos, por ordem de confecção e degustação, o manjar. Cocktail de abertura: Medronhito e tostas com requeijão aromatizado. Sangria de frutos vermelhos e espumante, para acompanhar as entradas: Torricado, Couscous à Mediterranic e Migas Fingideiras.
Os pratos principais: Bacalhau enroupado com galegas e toucinho fumado, e, Tornedó de borrego com manteiga de galegas e tomilho, foram acompanhados pelas seguintes saladas, Legumes salteados com tomilho, Salada de figos em redução de vinagre tinto e alfazema com queijo de Castelo Branco, e, Salada de agrião e maravilhas.
Claro que um jantar destes começando às nove da noite teria o seu encerramento em apoteose passadas duas horas com as sobremesas: Figos com requeijão e cidreira e finalmente Pudim nata e erva-doce.
Todos os participantes, intervenientes e colaboradores ficaram completamente satisfeitos e agradados com a experiência, deixando entusiastas mostras para a realização de um novo evento, fica desde já a promessa.
De uma forma simples e objectiva pode chamar-se a atenção para a alimentação pobre em variedade, que por vezes fazemos, mas se tivermos algumas ervas à mão, podemos confeccionar os mais variados pratos e tornar mais agradáveis alguns aromas ou sabores que apreciamos menos, e tornar a cozinha do dia-a-dia, uma cozinha gourmet.
J.S.
















